Intervenção Militar? O Risco é Real

Apesar de o Comando do Exército negar, existe risco real de intervenção militar no governo civil. Por quê? Porque o governo perdeu a autoridade. Notem que a Polícia Federal, a Guarda Nacional e o Exército não cumpriram as ordens do governo federal. Nenhum deles tomou os caminhões dos grevistas para impor a normalização do abastecimento e nenhuma multa de 100 mil por hora foi aplicada. O governo perdeu a autoridade e nenhum policial ou militar quer segurar essa batata quente e se queimar junto com o governo civil.

O acordo com o governo foi ignorado porque os caminhoneiros não reconhecem a autoridade do governo nem dos sindicatos que dizem representá-los. Os caminhoneiros continuam parados porque não querem somente reduzir o preço do combustível, eles também desejam a intervenção militar para derrubada de todo governo civil: presidência, Congresso Nacional e STF. Apesar da mídia ignorar este fato, ele é amplamente conhecido e a maioria da população apoia.

O Poder Judiciário e o Ministério Público também caíram. Nenhum braço armado do Estado quer cumprir as ordens judiciais. Aliás, a maioria dos fóruns de justiça está fechada por falta de condições de trabalho em razão do desabastecimento.

Em resumo: o governo civil caiu e não governa mais. O Brasil é oficialmente uma anarquia. Os reflexos deste fato já podem ser sentidos na economia. A bolsa de valores despencou, o dólar disparou e o preço de todos os produtos e serviços não param de subir. É uma questão de tempo para que comecem os saques e as pequenas rebeliões. Isso não é novidade, qualquer pessoa de bom senso sabe disso, inclusive o Alto Comando das Forças Armadas.

Os militares não querem intervir no governo civil por mais que os intervencionistas e os caminhoneiros gritem por intervenção militar. Eles sabem que o Brasil está quebrado e nenhum deles quer assumir esta bomba. Eles conhecem que a solução do problema passa por medidas impopulares. Enquanto for possível tolerar a queda do governo civil, os militares permanecerão inertes e fingirão que ainda há outra solução possível.

Mas os fatos não podem ser ignorados por muito tempo. A desordem civil já está na nossa porta: falta abastecimento de produtos, e serviços essenciais já estão parados. Falta pouco para começar os saques e as pequenas rebeliões.

Tudo isso coloca as Forças Armadas em xeque-mate. Os Militares serão forçados a assumir o governo civil e a estabelecer um estado de exceção para manter a ordem e eliminar a bagunça, não porque desejam assumir o governo civil, mas porque não terão outra escolha.

Sua opinião contrária ou a favor aos militares não importará em nada porque a ação deles, se houver, não será uma escolha política, mas uma decisão cujo foco será combater a anarquia gerada pela falência do governo civil.

Fiquem de olho nos celulares. Se telefones e internet caírem por mais de 6 horas, é sinal de que os militares já começaram a assumir o governo civil. A comunicação é sempre o primeiro item a ser cortado em caso de ação marcial. Esse processo, se acontecer, não será anunciado pela mídia, nem na internet. Quando as comunicações voltarem, o governo civil já estará ocupado pelos Militares, inclusive os principais jornais e TVs como estratégia para evitar a incitação de mais desordem civil. De novo, alertamos: tudo isso não será questão política de “direita/esquerda”, será ação militar para combater o caos que o governo civil causou e poderá levar meses, talvez anos, para que a normalidade de um governo civil seja restaurada.

O risco de uma intervenção militar no governo civil nunca foi tão real.

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